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PÁGINAS

22 de ago. de 2010

O Pagamento (B)

Aí ele atira, aí ele desvia, aí ele corre, aí ele pega uma moto, aí ele vai na contramão, aí ele acelera, aí carros perseguem ele, aí ele entra num terreno cheio de containers, aí ele desvia de todos, aí os carros explodem, aí ele acelera mais, aí ele consegue fugir.

Não, não é a descrição de A Melhor Cena de Ação de Todos os Tempos.
O nosso herói aqui é o Ben Affleck e não o lendário Chiranjeevi.
O filme é sobre um nerds da computação que se mete em uma grande confusão. O legal é que apesar de ele ser nerds, na hora que o bicho pega ele vira um Jason Borne e foge de todo mundo.
Ah, e ele perde a memória também. Qualquer coincidência é mera semelhança.

O dvd travou e eu não vi até o final. É nessas horas que eu acredito em uma força superior.

21 de ago. de 2010

Frequently Asked Questions About Time Travel (A)

Ver um filme por causa de um ator é sempre uma má idéia, certo? Mas quem entre nós pode dizer que nunca fez isso?

O ator irlandês Chris O'Dowd da série The IT Crowd é tão engraçado que resolvi dar uma chance para esse filme. E não me arrependi.

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O filme, inacreditavelmente, reúne qualidades do gênero Otávio e do gênero Luba!!!!
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Características otavianas:
1. Comédia totalmente pipoca e cartas;
2. Irlandês do IT crowd;
3. Cabe perfeitamente na descrição de que "é um filme em que podemos desligar o cérebro para assistir".
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Já as características Lubanas não são as clássicas, mas ainda assim são típicas:
1. No crédito final do filme só aparecem 8 nomes, sendo que apenas 3 são personagens principais;
2. Os 3 personagens são bem diferentes (impossível confundi-los);
3. É totalmente despretensioso;
4. Dura apenas 1h20m.
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Apesar de estar mais para o gênero Otávio acredito que consegue reunir características dos dois extremos do nosso espectro cinematográfico e isso por si só já é um feito extraordinário.

17 de ago. de 2010

Babel (A)

Meu, puta filme legal! São várias histórias num mesmo filme!

1º.) Primeiramente, tem uma parte que dois irmãos magrebinos / saarianos (sei lá eu) roubam armas e resolvem atirar num busão, e tem toda a trama dos garotos tentando mentir pra tribo que não pegaram arma nem atiraram, mas nisso, eles vão de contra todo o clã deles e contra a família.

2º.) Depois, a história muda para um casal estadunidense dentro do ônibus, onde a mulher leva um tiro quase fatal na perna (acho eu) e fica no drama do maridão, Brad, em perder a mulher ou deixar nos cuidados dos grandes curandeiros africanos.

3º.) Terceiro, a história muda pra história de um peixinho batalhador que procura seu filho, após este se perder e ir parar no aquário de um dentista, cuja filha é o capeta! Esta, na minha opinião, é a melhor das histórias de Babel!

4º.) Por último, tem a história de uma adolescente chinesa que é surda, mas muito batalhadora em conquistar seus sonhos.

O melhor é que o filme conta todas essas histórias intercalando-as, o mais estranho é quando muda das histórias na África saariana para as histórias na China urbana ou nos Corais.

13 de ago. de 2010

Tempos que Mudam (A*B)

Filme francês que se passa em Tânger, no Marrocos. Gérard Depardieu é um engenheiro e vai trabalhar num canteiro de obras nessa cidade. A verdade é que ele está atrás de uma paixão antiga, que ele nunca superou. A mulher é casada com um médico e tem um filho. O filho mora em Paris e vai visitar a mãe no Marrocos junto com sua mulher (ela é problemática) e seu filho. Ele [texto incompleto].

Vidas que se Cruzam (B)

Essa grande preciosidade do cinema segue um estilo peculiar: cenas do passado e presente confundem-se e enganam o telespectador mais desatento: uma moça cozinheira está à beira do colapso emocional e quer se suicidar, ao mesmo tempo passa uma história de um mexicano que sofre um acidente de avião (o rapaz regava plantações com seu teco-teco no México, na fronteira dos EUA). Pois bem, acontece que o filme é assim: intercala cenas do presente, a moça do restaurante e cenas do passado: a mesma moça, só que jovem, quando ela ainda vivia naquele indefinido espaço entre EUA e México.
Resumindo tudo, a moça cozinheira matou a mãe e seu amante por acidente...ela abriu o butijão de gás onde os dois estavam tãnãnã... e acendeu uma faísca! BUM! Aquilo explodiu e pronto, os dois morreram. O engraçado é que ela ficou horrorizada, porque ela não sabia que aquilo iria explodir...
Bom, depois disso, a garota começa a sair com o filho do amante da mãe. Pra piorar a situação, ela engravida do garoto...Aí ela tem o bebê e vai embora pros EUA.
Ah, e bla bla bla. Não preciso falar mais, é muito chato!

Sherlock Holmes - 2009 (B)

Aposto que na estréia do filme o diretor se perguntou "O que que eu fiz? Me explica, o que que eu fiz?"

Além dos erros de gravação - no sentido de um figurante estar numa posição e na mudança de câmera ele estar em outra - o filme conta com um cenário loco de mal feito. Sabe quando uma cena é tão bem feita e natural que você até esquece que é tudo encenação? Mas então! Nesse filme acontece o contrário, todas as cenas são muito falsas e amadoras.
No quesito naturalidade o filme tirou nota -2.

E no quesito originalidade, nota -5. O personagem Holmes ou é muito igual ao Jack Sparrow, ou é o próprio Jack Sparrow devidamente disfarçado.

2 de ago. de 2010

Velozes e Furiosos (B)

Existem filmes que são obviamente ruins e dispensam qualquer crítica.
É o caso de ferozes e velomodes.
Filme ruim pra chuchu.
A escassez de carros antigos no filme o impede de ser dahora.
Não tem nada mais chato do que um bonitão com um carro banana que acelera a 200 mph e ganha todas as corridas.
A única coisa que me intriga nesse filme é o momento que o loirão está a dois mil e três km por hora na quinta marcha (o que parece ser o limite do carro) e reduz para a quarta marcha, fazendo com que o carro chegue a dois mil e cinco por hora, aí ele engata a quinta de novo e vai a dois mil e sete por hora. Isso se repete diversas vezes até o carro ultrapassar a velocidade da luz. (Parece realmente funcionar).

16 de jul. de 2010

Perfume - the Story of a Murderer (S)

Pelo bem do blog, novamente, vim a assistir o mais odiado e motivo propulsor da criação disso aqui. E só digo uma coisa: perfeição.

Pra começar, temos já uma quebra do padrão hollywoodiano de personagem princial. Aqui, o protagonista não possui carisma algum, e não desejamos por sua ascensão, e sim por sua morte, mostrando que originalidade é a regra.
Por dizer poucas palavras durante as maravilhosas horas de filme, faz-se extremamente necessário o uso de um narrador, que, ao contrário do que disse Luiz, o Bergmaniano, é executado de maneira sublime, nunca demais nem de menos [interessante, demais é junto e de menos separado].
O filme se desenrola com naturalidade e fica-se preso até o último segundo na tela.
E o final (ahhh, o final!) merece entrar no hall dos melhores finais de filmes, junto com O Nevoeiro e qualquer um dos irmãos Cohen.
Nele, temos a transformação do protagonista, assim como a larva em borboleta, e um calafrio toma conta de nossas espinhas, com direito a Finale e Grand Finale, retomando o aspecto romântico de sinfonias de Beethoven.

Falar mais é chover no molhado, assista!

12 de jul. de 2010

Estômago (S)

Melhor fotografia,
Melhor trama,
Melhor cena de humor,
Melhor atuação,
E melhor coxinha do cinema brasileiro.

6 de jul. de 2010

O Nevoeiro - The Mist (A)

Boas ideias para fazer um filme barato:

1. Alugue um supermercado, uma máquina de fazer fumaça, um toca fita e consiga 20 atores meia boca.
2. Invente um motivo para os atores serem obrigados a ficarem dentro do supermercado 90% do filme.
3. Jogue bastante fumaça no cenário para dar um clima xanti e toque uma música bem macabra.
4. Defina 2 atores para serem mocinho e mocinha, 1 para ser chato, 1 para ser louco, 1 para ser egoísta, 1 para ser suicida, 1 para ser nerd, 1 para ser valentão.. etc, etc...
5. Como ficaria muito caro pagar 20 atores para atuarem o filme todo, arranje motivos para eles irem morrendo com o passar do tempo.
6. Invente um final bem ruim para o filme ficar bom.

Foi mais ou menos seguindo essa lógica que Frank Darabont produziu o filme O Nevoeiro, baseado na obra de Stephen King.

Fica aí uma dica: Se for pra ver, veja até o final. Nunca na história da minha vida ví um final tão bom.